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Impacto do novo coronavírus (Covid-19) nos bares e restaurantes do Brasil

Impacto do novo coronavírus (Covid-19) nos bares e restaurantes do Brasil

Impacto do novo coronavírus (Covid-19) nos bares e restaurantes do Brasil

Quando os primeiros casos do novo coronavírus (covid-19) surgiram na província de Wuhuan, China, não se imaginava que esse vírus afetaria todo planeta, e de forma tão rápida e devastadora para a economia. No presente artigo abordarei os impactos do novo coronavírus no setor de bares e restaurantes.

Na Itália o primeiro ministro Giuseppe Conte assinou um decreto na quarta-feira, 11 de março, que prevê o fechamento de lojas, bares e restaurantes de 12 a 25 de março. Em suma, todas as atividades comerciais e de varejo, com exceção de supermercados, necessidades básicas e farmácias. Bares, pubs, restaurantes, dentre outros estabelecimentos deverão fechar as portas até dia 25 de março. Museus, cinemas, teatros, escolas e universidades já estão fechados e assim ficarão até 3 de abril nos termos de decreto anterior.

A França determinou que todos estabelecimentos não essenciais sejam fechados a partir da meia-noite deste sábado, 14, como bares, restaurantes, discotecas, cinemas e lojas não alimentícias. O Governo Francês alega que tal medida foi necessária porque os franceses não respeitaram os avisos para evitar grandes aglomerações de pessoas, o que acelerou a propagação do Covid-19 no país. O Governo da Espanha publicou decreto limitando a circulação de pessoas a idas ao trabalho, quando não for possível fazê-lo de casa, ou para compras de alimentos e medicamentos.

Até sábado 14, foram contabilizados 21.157 casos e 1.441 mortes por corona vírus na Itália, de acordo com dados fornecidos pelo governo. Moradores relatam que vivem enclausurados em suas casas, ou seja, o novo coronavírus impactou a circulação da população e isto tende a ocorrer nos demais países. O presidente Donald Trump proibiu recentemente todos os voos vindos da Europa provocando um colapso das bolsas de valores europeias e em efeito cascata das principais bolsas de valores do mundo. O presidente argentino Alberto Fernandes também publicou decreto proibindo voos vindos dos países mais afetados pelo novo coronavírus.

Num primeiro momento, há cerca de um mês, proprietários, bartenders e chefs de restaurantes e bares de Milão aderiram e divulgaram a hashtag #keepmilanoalive, acreditando que a situação não era tão grave e que não havia motivos para as pessoas deixarem de ir aos bares e restaurantes. Eu também compartilhei esta hashtag em meu instagram à época em solidariedade aos donos de bares, restaurantes e suas equipes.

Em recente pronunciamento à população, o Ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza fez um apelo:

“O distanciamento social é a chave para reduzir a propagação da infecção. As próximas semanas serão decisivas e dependerão do comportamento de cada cidadão”

Na esteira da fala do ministro italiano, houve uma avalanche de cancelamentos e suspensões de shows, eventos, festivais, partidas de futebol e outras modalidades, peças e exposições ao redor do mundo. É a primeira vez em 250 anos que o tradicional St. Patrick’s Day em Nova Iorque é cancelado. Nos Estados Unidos e em vários outros países a população tem estocado alimentos e suprimentos médicos. Na Alemanha Berlim e Colônia fecharão todos os bares, clubes, cinemas, teatros e salas de shows. O jornal italiano Corriere Della Sera, noticiou neste domingo, 15 de março, que a Alemanha estaria prestes a fechar suas fronteiras com França, Áustria e Suíça.

Se Itália, Espanha, França, Alemanha e Estados Unidos que são países desenvolvidos estão sofrendo com o novo coronavírus (Covid-19), imagine seu potencial destrutivo no Brasil, seja por falta de leitos de UTI, seja por ausência de quantitativo suficiente de profissionais de saúde, seja por falta de equipamentos médicos. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, as mais pobres e mais dependentes do Sistema Único de Saúde (SUS), e o Rio de Janeiro que tem apenas 0,96 leitos de UTI do SUS por 10 mil habitantes são as regiões que mais poderão sofrer com o impacto do novo coronavírus.

Recentemente decidi cancelar todas as viagens agendadas, inclusive uma viagem para Argentina neste final de semana. Uma decisão difícil pois era um evento importante da coquetelaria mundial que gostarei de estar presente mas refleti muito e cheguei à conclusão que seria muito arriscado viajar num momento em que os órgãos de saúde de todo planeta recomendam que as pessoas evitem viajar e locais fechados com aglomeração de pessoas. Felizmente, os organizadores do evento numa decisão prudente e acertada cancelaram o evento.

Esta semana o Governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha Barros Júnior estabeleceu, através de Decreto n.º 40.509/2020, que os as mesas de bares e restaurantes devem guardar uma distância de 2 metros umas das outras, dentre outras medidas de prevenção ao avanço do novo coronavírus. O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Brasília (Sindhobar), Jael Antônio da Silva, afirmou que a entidade sindical tem orientando os estabelecimentos da Capital Federal a seguir o decreto e os proprietários tem relatado que o maior desafio tem sido a resistência dos próprios clientes que juntam as mesas, especialmente quando estão em grupos.

A OMS tem recomendado que as pessoas não dividam copos, taças e talheres, isto vale para o tradicional hábito brasileiro de compartilhar entradas e petiscos. O Ministério da Saúde recomendou que bufês de comida na modalidade self-service devem ser eliminados e se acontecerem, que sejam em locais abertos. Infelizmente, não obstante a massiva quantidade de matérias nos jornais, parcela significativa da população brasileira ainda não se deu conta dos riscos elevados de contágio do novo coronavírus.

Um ponto que merece destaque e passa batido segundo Jean Gorinchteyn, infectologista do Instituto Emílio Ribas em entrevista jornal Estadão (15/04/2020) é que a maioria da população usa smartphones (celulares) praticamente durante o dia todo (fotos, redes sociais, whatsapp, ligações, vídeos, jogos, notícias) e se esquece que este equipamento precisa ser higienizado para não tornar-se uma fonte de contaminação seja por gotículas de saliva. A higienização dos smartphones, assim como de outros equipamentos como teclado, mouse, telefones fixos, segundo esse infectologista, pode ser feita com um lenço embebido em álcool 70%.

É importante que as autoridades de saúde estabeleçam medidas de prevenção eficazes para conter o avanço dessa pandemia no país, mas sem causar pânico generalizado. Infelizmente existe a possibilidade real de implementação de medidas restritivas que impactem negativamente o setor de bares e restaurantes que já vem passando por um momento de turbulências.

Desejo que a comunidade científica desenvolva o mais rápido possível uma vacina para o novo coronavírus (covid-19) mas enquanto isto não ocorre é preciso que a população e os donos de bares e restaurantes se conscientizem da gravidade do quadro, sigam as orientações dos órgãos governamentais (federal, estadual e municipal), orientem e monitorem suas equipes, colaboradores, usem equipamentos/produtos para higienização e proteção, invistam no delivery, e se preparem para um período muito difícil que exigirá a união de todos.
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